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Brasil avança com proposta para ensino domiciliar, mas não será "uma coisa solta", diz ministra


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Brasil avança com proposta para ensino domiciliar, mas não será "uma coisa solta", diz ministra

A medida provisória a ser enviada ao Congresso Nacional para regulamentar a educação domiciliar no país vai definir ações de acompanhamento e fiscalização dessa modalidade de ensino


Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que as famílias que optarem pelo ensino domiciliar serão cadastradas, e as crianças vão passar por avaliações periódicas.



A intenção é que esses estudantes também possam ser inseridos em atividades culturais e esportivas, mesmo não frequentando a escola.

“Não vai ser uma coisa solta. As famílias que estão optando pelo ensino domiciliar serão cadastradas, a escola vai saber, o Ministério da Educação vai saber, o Ministério da Família vai saber. Vamos ter a fiscalização, o controle, as crianças serão visitadas e elas passarão por avaliações”, afirmou Damares.


Segundo a ministra, um grupo de trabalho ainda discute o modelo das avaliações que serão aplicadas às crianças do ensino domiciliar. “Estamos agora decidindo no grupo se essa avaliação será semestral, anual, se a criança deverá ir à escola uma vez a cada trimestre”, disse.

De acordo com a ministra, o ensino domiciliar é uma demanda de muitas famílias brasileiras, e a adesão a esse modelo deve crescer uma vez que for regulamentado. A proposta a ser envidada ao Legislativo foi construída pela pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação.



A regulamentação do ensino domiciliar está entre as prioridades do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para os 100 primeiros dias do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Comentário:

O ensino domiciliar é uma alternativa de grande importância na atualidade, e se regulamentada no Brasil como já é em outros países, como os Estados Unidos, vai atender o desejo de milhões de famílias. Entre os motivos principais estão:



01 - Aprendizado no próprio ritmo da criança e mais adaptado às necessidades individuais do aluno, embora a proposta exija o cumprimento de metas que deverão ser avaliadas periodicamente;

02 - Maior liberdade metodológica, uma vez que os pais (ou outros) poderão adotar meios que consideram mais adequados ao aprendizado da criança;

03 - Facilidade logística, já que muitas famílias residem longe de escolas, como nas áreas rurais ou periferias dos grandes centros urbanos;

04 - Economia para famílias e para o Estado, uma vez que fica reduzido o custo do transporte e gastos com material escolar, além de roupas e outros acessórios, que no caso do ensino domiciliar deverá ter flexibilidade;



05 - E por último, a proteção da criança contra a doutrinação ideológica praticada em muitas escolas, além dos riscos inerentes ao ambiente, como violência física, assaltos durante o percurso, etc.

Fonte: Agência Brasil
Comentário: Will R. Filho
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