Ads Top

Escola Sem Partido diz que gravação feita por aluno serve como proteção judicial


Início da matéria
Professor demitido por criticar Bolsonaro na sala de aula
Fazer gravações de vídeos na sala de aula é um direito do aluno, argumenta Escola Sem Parto. Reprodução: Google

A demissão de um professor de geografia do ensino médio do Colégio Poliedro de São José dos Campos, na última quarta-feira (17), após ele usar a sala de aula para fazer proselitismo político-ideológico, chamou atenção sobre à legalidade das gravações feitas por alunos em sala de aula.

Alguns docentes são contra esse tipo de iniciativa, alegando que filmagens na sala ferem a liberdade de outros alunos e dos próprios professores. Outros, porém, dizem que não há problema, uma vez que é possível privar o acesso ao conteúdo (ficando apenas para uso particular), além de impedir que a imagem de terceiros sejam exibidas.



O movimento Escola Sem Partido (ESP)defende a gravação em sala de aula, explicando que ela serve como medida protetiva para os alunos. O grupo citou o caso de Poliedro como exemplo:

"Raciocinem: se o aluno não pudesse gravar/filmar a aula, o professor que foi flagrado difamando Bolsonaro poderia processá-lo por ter perdido o emprego", disse o ESP em sua conta no Facebook.



O grupo então argumenta que a lógica do direito se aplica melhor ao aluno, que é o "consumidor" neste caso, do ensino, sendo à escola e o docente os prestadores do serviço.

"Mas é ÓBVIO que ele [o professor] não pode fazer isso. E por que não? Porque gravar aulas é um DIREITO do aluno. Na verdade, é o aluno que pode processar o colégio por danos morais, caso ele entenda que sofreu algum prejuízo em razão da conduta abusiva do professor".

Assista o vídeo que resultou na demissão do professor abaixo:



Tecnologia do Blogger.
close