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Manifestações vão mostrar que "o Brasil aprendeu a se mobilizar em torno de ideias"


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Manifestações do dia 26

A manifestação marcada para o próximo dia 26, convocada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, se tornou alvo de divergência entre alguns parlamentares aliados ao governo, como as deputadas Janaína Paschoal, Joice Hasselmann e Carla Zambelli, o que causou estranheza também nos eleitores.

Um comentário feito pelo jornalista Augusto Nunes, porém, esclarece de forma pontual o que tem causado esse choque de compreensões. Nunes explica objetivamente qual é a natureza das manifestações. Ele escreveu:


"As manifestações do dia 26 terão significado histórico se provarem q [sic] o Brasil decente aprendeu a mobilizar-se tb [sic] em torno de ideias. As ruas devem exigir do Congresso a votação sem delongas da reforma da Previdência, da Lei Anticrime e da reforma administrativa. É um bom começo".

Em sua manifestação contra o ato do dia 26, Janaína Paschoal comete dois equívocos simples. Primeiro, ela associa a convocação para o manifesto ao governo, precisamente ao presidente Jair Bolsonaro, como podemos observar nesse trecho, com grifo nosso:


"Há tempos, não temos um Ministério tão bom! Profissionais de ponta, nas pastas adequadas, orientados por boa teoria, bons valores, com experiência prática. E o Presidente gerando o caos? Pelo amor de Deus, parem as convocações! Essas pessoas precisam de um choque de realidade. Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações!".

O segundo equívoco está em sugerir que não faz sentido se manifestar em favor de quem já está no poder. Ora, esse foi justamente o "X" da questão apresentado por Augusto Nunes. Não se trata de poder, mas de propostas!

A população, como observou o jornalista, está querendo mostrar que a ascensão de Bolsonaro à presidência da República não foi meramente para tirar a esquerda, mas para implementar reformas necessárias para o país, alinhadas com os verdadeiros anseios da população. Do contrário, qual é a diferença?


"O Brasil decente aprendeu a mobilizar-se tb [sic] em torno de ideias", diz Nunes, entendendo o que muitos parlamentares e grande parte da mídia não entenderam ou fingem não entender. "Chega de sermos cidadãos apenas a cada quatro anos!", escreveu um internauta em resposta ao jornalista, sintetizando mais uma vez a essência das manifestações.

Com essa nova postura política, a população brasileira demonstra ao Congresso Nacional que não está disposta a ser mera espectadora dos acontecimentos durante quatro anos de mandato. O povo aprendeu a participar do debate político indo às ruas, mostrando sua cara e fazendo pressão. Isso também é representatividade, diferente do que sugeriu Rodrigo Maia ao declarar preocupação com "os radicalismos".


Essa também pode ser a compreensão que falta aos integrantes dos movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua, que não endossaram a manifestação.

Ou seja, entender que não se mobiliza multidões apenas para derrubar um político ou pedir a sua condenação (como ocorreu entre 2014 e 2016, resultando no impeachment de Dilma Rousseff), mas também por propostas, ideais e para demonstrar aos corruptos que ainda estão no poder que o Brasil não aceita mais a velha política e está disposto a fazer o que for preciso para ter um futuro melhor.

Por: Will R. Filho
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