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CSI do Brasil: Moro quer ampliar Banco Nacional de Perfis Genéticos no combate ao crime


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CSI do Brasil: Moro quer ampliar Banco Nacional de Perfis Genéticos no combate ao crime

Uma investigação brasileira, auxiliada por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), figurou em terceiro lugar como um dos casos mais emblemáticos do mundo. O reconhecimento é de um importante concurso internacional. O Brasil concorreu com 17 finalistas de quatro países.

O case contemplado é o primeiro no Brasil em que um suspeito de crimes sexuais em série foi identificado por meio de exame de DNA, com a assistência dos bancos de dados brasileiros. Essa tecnologia foi defendida pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, em seu pacote anticrime enviado para o Congresso.



"O cruzamento de informações por meio da alimentação do Banco Nacional de Perfis Genéticos permitiu a comparação de perfis oriundos de vestígios de locais de crimes ocorridos e processados pelos Laboratórios de Genética Forense dos estados de Amazonas, Mato Grosso e Goiás", afirmou a Coordenadora do Comitê Gestor da Rede Integrada, Aline Minervino, segundo o Ministério da Justiça.

"Tais dados coincidiram com o perfil genético de indivíduo identificado criminalmente trazendo, desta forma, informações importantes para as equipes de investigação destes estados. Por meio de tais coincidências, foi possível relacionar o suspeito a uma série de crimes em diferentes estados brasileiros no decorrer de vários anos. O fortalecimento da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos é fundamental para que mais casos sejam solucionados, auxiliando as investigações policiais e o judiciário”, acrescentou.



Moro, por sua vez, disse que é preciso a conscientização dos parlamentares para a expansão dessa tecnologia, largamente utilizada em países como os Estados Unidos e retratada em seriados de sucesso como o CSI.

A comissão julgadora elogiou o crescimento do Brasil na atuação envolvendo os bancos de dados de perfis genéticos e ressaltou a importância de dar continuidade aos projetos de coleta de condenados e de processamento de amostras de crimes sexuais.



"Se os parlamentares ajudarem e aprovarem o projeto de lei anticrime, teremos muito mais perfis genéticos de criminosos coletados e armazenados. Resultado, facilita a investigação de crimes graves e melhora a identificação de criminosos seriais com base em prova técnica", escreveu o ministro em sua conta no Twitter.

Entenda o caso


Entre os anos de 2012 e 2015, várias mulheres foram violentadas nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Goiás. O agressor tinha o costume de agir sempre da mesma maneira e mudava constantemente de cidade. Em 2015, o criminoso foi preso em Rondônia após cometer roubos e um estupro.



O material biológico dele foi coletado e seu perfil foi comparado com outros casos investigados no estado vizinho de Mato Grosso. A comparação imediatamente confirmou o envolvimento do suspeito em quatro estupros. Quando os perfis genéticos do acusado foram enviados para o Banco Nacional, novas compatibilidades foram encontradas com três perfis inseridos pelo banco de dados do estado do Amazonas.

Em fevereiro de 2018, analisando amostras coletadas de duas vítimas de estupros na cidade de Goiânia, o laboratório de DNA de Goiás obteve dois perfis genéticos semelhantes. Atualmente, o estuprador em série está sendo investigado por abuso sexual de mais de 50 vítimas.
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