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[Análise] Toffoli volta a falar de "fake news" e "fascistas" contra "valores democráticos"


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"Eu acho que vi um gatinho", dizia o passarinho Piu piu sempre que se percebia ameaçado pelo gato Frajola, em um dos desenhos infantis mais conhecidos do mundo. A citação não é por acaso. Ela ilustra a relação do brasileiro com a postura do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Dias Toffoli esteve nesta sexta-feira (24) no seminário "Fake News: Desafios para o Judiciário, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil", onde comentou sobre o tema com as seguintes declarações:


“Pesquisa realizada pelo Ideia Big Date e divulgada neste mês revelou que mais de dois terços das pessoas receberam fake news pelo Whatsapp durante a campanha eleitoral de 2018”, disse Toffoli ao classificar o fenômeno das fake news como abrangente e complexo, segundo informações da Agência Brasil.

“Esse processo [de desinformação] pode colocar em risco os processos e os valores democráticos”. Para o presidente do STF, esse ambiente também propicia o avanço do discurso de ódio. “São discursos que estimulam a divisão social a partir da dicotomia entre nós e eles e que remete ao fantasma das ideologias fascistas conforme explica Jason Stanley em obra extraordinária recente Como Funciona o Fascismo”, disse.

Justificativa para censura



Ora vejam só, o ministro Dias Toffoli, o mesmo que autorizou a censura do ministro Alexandre de Moraes contra à revista Crusoé, após matéria ligar o seu nome à delator da Lava Jato, e que provavelmente concorda com a abertura de um processo administrativo no CNJ  contra o procurador Deltan Dallagol por críticas so STF, etá falando agora em "valores democráticos".

Os termos utilizados por Toffoli indicam qual é a sua linha de raciocínio, que embora não explícita, parece insinuar a intenção de colaborar com medidas que visam impedir a propagação das chamadas "fake news" e dos "discursos de ódio".


Resta saber, porém, qual será o tribunal moralmente isento e politicamente correto para julgar quais seriam - de fato - "fake news" ou não. Pior ainda, o que seriam os tais "discursos de ódio".

A verdade é que na grande maioria das vezes em que tais temas são abordados, a verdadeira liberdade democrática é ameaçada. É preciso ficar de olho em tais declarações, porque elas soam como um cavalo de troia quando partem de pessoas de poder, e que já demonstraram ter algum apetite para o autoritarismo.

Por: Will R. Filho
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