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Dória decepciona e diz que manifestações deste domingo é "algo inútil, inadequado"


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Dória critica manifestações pró-reformas. Reprodução: Google

Os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSDB, criticam neste sábado as manifestações que estão sendo esperadas para amanhã, em favor do presidente Jair Bolsonaro e de seu governo. Doria chamou os atos de inúteis.

"O povo já foi à rua, já manifestou as suas posições. Consideramos como algo inútil, inadequado, e estabelecendo o potencial de confronto que não é o momento", disse o governador paulista.



As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Eduardo Leite também considerou a mobilização inoportuna e criticou a postura do presidente a respeito. “Estimular oficialmente não é adequado. O Brasil passou pelo processo eleitoral, há uma definição, buscamos a convergência de uma agenda que ajude o país a recuperar estabilidade, estimule investidores e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida da população”, comentou o governador do Rio Grande do Sul, ao ser questionado pela imprensa.



As declarações dos tucanos foram feitas neste sábado, durante durante o encontro do Consud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), fórum que reúne governadores do Sul e do Sudeste, que desta vez ocorreu em Gramado (RS). Esta foi a terceira reunião do grupo, que tem como marca o apoio à reforma da Previdência.

Na reunião deste sábado, os governadores debateram também a tramitação no Congresso da Medida Provisória 868, que cria um novo marco legal para o Saneamento Básico no país.

Comentário:


João Dória e Eduardo Leite reproduziram o mesmo discurso da deputada Janaína Paschoal e dos líderes do Movimento Brasil Livre. Eles não entenderam, ou fingem não entender, que a população brasileira, a ampla maioria responsável pelas verdadeiras mudanças no cenário político do país, não está mais interessada em participar da política a cada quatro anos.

A população entendeu que não é só para protestar - contra - algo que deve sair às ruas, mas também - em favor - de algo, neste caso específico, das medidas propostas pelo governo Bolsonaro. Não apenas contra políticos, mas também em favor deles, quando precisam. Essa é uma nova forma de pensar a lógica das manifestações populares no país, como já observou muito bem o jornalista Augusto Nunes.


Não se trata de não reconhecer a representatividade do Congresso Nacional, mas de assumir a responsabilidade de, como cidadãos, cobrar justamente desses representantes a aprovação de propostas para às quais foram eleitos. Não é autoritarismo, mas sim democracia.

A crítica vinda de João Dória certamente frusta a expectativa dos seus eleitores, visto que o mesmo se elegeu tendo como carro-chefe do seu discurso político o apoio ao até então candidato à presidência, Jair Messias Bolsonaro.

Fonte: Congresso em Foco
Comentário: Will R. Filho
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