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Com medo de ameaças nas redes, STF compra blindados e não divulga agenda de Toffoli


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A onda de insatisfação popular com o Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos meses fez com que a Corte tomasse uma medida drástica em prol da segurança física do presidente da casa, o ministro Dias Toffoli, alvo de uma avalanche de críticas, especialmente após o caso de censura à revista Crusoé.

Segundo informações da Agência Brasil, com base em assessores do Supremo, "a medida está inserida no esforço para blindar a segurança dos ministros da Corte, que têm sido alvo constante de ameaças nas redes sociais, por exemplo".


Com base nisso, não será mais divulgada a agenda de Dias Toffoli. Ou seja, ele passará a "andar nas sombras", pode-se dizer. Outra decisão tomada é a compra de novos carros blindados que devem equipar a frota disponível para o STF.

"Importante destacar que a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527) ou qualquer outro normativo não impõe prazo e/ou horário para a divulgação da agenda da autoridade", acrescentou a assessoria da presidência do STF, informou os assessores.

Olha o tomate...



O assessor do Supremo citou como exemplo, pasmem, um episódio ocorrido no último dia 24, uma sexta-feira, em que o ministro Ricardo Lewandowski foi alvo de um tomate jogado por um popular, na hora em que ele saía de um evento em São Paulo.

Dias Toffoli autorizou a abertura de um inquérito recentemente, cujo relator é o ministro Alexandre de Moraes, para investigar as chamadas "fake news", resultando na censura à revista Crusoé e ao portal O Antagonista, por divulgarem trechos de uma delação premiada que ligaria o ministro a um caso de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht.


Além da questão envolvendo "fake news" que mais parecem desculpas para censurar a crítica, decisões polêmicas como a criminalização da "homofobia" e a licitação para compra de um cardápio milionário, incluindo lagostas e vinhos importados premiados, tem desagradado boa parte do público, que enxerga nisso uma espécie de ativismo judicial e abuso no uso do dinheiro público.

A preocupação de Dias Toffoli pode ser legítima, dado o radicalismo de alguns, mas a indignação da população também. Por via das dúvidas, é bom ficar de olho no tomate.

Por: Will R. Filho
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