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"Queremos salvar a Europa", diz ministro italiano contra a imigração desenfreada


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O vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini revidou depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que não deixaria seu partido trabalhar com ela no Parlamento Europeu.

Os dois entraram em confronto apenas uma semana antes das eleições europeias.

“Não queremos ficar com pessoas que arruinaram a Europa durante todos esses anos”, respondeu Salvini à recusa de Merkel do seu partido anti-imigrante Liga. Em entrevista ao jornal italiano La Stampa, Angela Merkel excluiu a possibilidade de uma aliança entre qualquer partido de direita e anti-establishment com seu Partido Europeu do Povo (EPP), de centro-direita.


“Só a migração é suficiente para mostrar por que nunca abriríamos o partido ao sr. Salvini”, declarou.

As palavras duras de Merkel não perturbaram o novo líder anti-imigrante da Itália. Salvini nunca expressara o desejo de se aliar à chanceler alemã. Em vez disso, ele convidou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que se opõe fortemente à política de abertura de fronteiras de Merkel, a fazer parte do grupo de direita da Europa das Nações e da Liberdade (ENF) no Parlamento Europeu.

“Nós não queremos nada com Merkel e [o presidente francês Emmanuel] Macron, que destruíram esta União Europeia. Queremos salvar a Europa dos burocratas, banqueiros e financistas que a arruinaram todos esses anos”, atacou.


As eleições europeias serão realizadas entre os dias 23 e 26 de maio deste ano. O PPE de centro-direita e os socialistas e democratas de centro-esquerda deverão perder a maioria combinada no Parlamento Europeu.

O Partido Brexit e a coalizão de Salvini da Europa das Nações e da Liberdade estão previstos de obter grandes vitórias.

Comentário:

A ascensão de políticos conservadores na Europa é uma reação natural ao processo de desconstrução das identidades nacionais locais. Esse é um fenômeno presente ao longo da história e só acontece quando um determinado povo já sente às consequências negativas das transformações culturais implementadas ao longo do tempo.


Isso tem sido observado nos últimos anos não só na Europa, mas em outras partes do mundo, como na América, incluindo o Brasil. Acontece que no velho continente tal reação surgiu primeiro, por ter sido o berço das experiências imigratórias mais intensas. Assim, políticos como Matteo Salvini possuem a responsabilidade de reaver o prejuízo, antes que seja tarde demais.

Fonte: Sputnik
Comentário: Will R. Filho
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