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Cientista que previu "milhões" de mortos pela Covid-19 renuncia ao cargo no governo


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Cientista que previu "milhões" de mortos pela Covid-19 renuncia ao cargo no governo

O cientista que aconselhou o primeiro-ministro Boris Johnson a colocar a Grã-Bretanha em quarentena radical renunciou ao cargo de consultor do governo na noite de terça-feira.

A decisão foi tomada após o jornal inglês "The Telegraph" anunciar que ele quebrou o próprio isolamento social - pasmem - para se encontrar com uma amante em um caso extraconjugal.

O professor Neil Ferguson permitiu que a mulher o visitasse em sua casa durante o confinamento, enquanto falava ao público sobre a necessidade de um distanciamento social total, a fim de reduzir a propagação do coronavírus.

A mulher, no entanto, chamada Antonia Staats, de 38 anos, mora com o marido e os filhos em outra casa, o que acabou vindo a público e causando escândalo na região onde ela e Ferguson vivem.

O epidemiologista lidera a equipe do Imperial College London, que produziu a pesquisa modelada por computador responsável por orientar a quarentena no seu país.

Ferguson chegou a dizer que mais de 500.000 britânicos morreriam caso o isolamento não fosse realizado no Reino Unido e outras 2,2 milhões de pessoas também perderiam suas vidas nos Estados Unidos pelos mesmos motivos.

Foi com base nos estudos de Ferguson que o biólogo Atila Iamarino chegou a prever - dessa vez no Brasil - um milhão de mortos caso às medidas de isolamento não sejam respeitadas no país.

“Lamento profundamente se as minhas ações minaram as mensagens claras do governo em relação à necessidade contínua de distanciamento social para controlar esta epidemia devastadora. Essa orientação é inequívoca e existe para nos proteger a todos”, afirmou o cientista em comunicado, segundo o Observador.


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