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Divulgação da reunião entre Bolsonaro e Moro pode ser um "tiro no pé" do ex-ministro


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Divulgação da reunião entre Bolsonaro e Moro pode ser um "tiro no pé" do ex-ministro

O Supremo Tribunal Federal determinou que a Presidência da República conceda acesso à gravação da reunião feita entre Bolsonaro e Sérgio Moro, no dia 23 de abril, ocasião em que o ex-ministro afirma ter sido pressionado pelo chefe do Executivo a demitir o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

Para todos que acreditam na veracidade das acusações de Sérgio Moro, o conteúdo deverá ser o suficiente para coloca um ponto final na questão, visto que a gravação foi apontada como uma das "provas" pelo ex-ministro de que Bolsonaro estaria tentando interferir na Polícia Federal.

Todavia, o material apresentado por Sérgio Moro até então, incluindo o conteúdo do seu depoimento no último sábado (02), assim como a própria natureza da reunião citada, indicam que a divulgação do vídeo em questão poderá ser um tremendo "tiro no pé" do ex-ministro. Listamos dois motivos:


01 - A reunião foi na presença de outros ministros


O que parece um ponto positivo para Moro, na verdade, pode ser extremamente negativo, pois quem age com intenções ilegais dificilmente atua na presença de muitas testemunhas.

Será que o presidente Bolsonaro seria tão ingênuo ao ponto de cometer ilegalidades - vejam só - justamente contra o ícone do combate à corrupção, Sérgio Moro, estando na companhia de vários ministros de Estado?

Se Bolsonaro tivesse tido, realmente, a intenção de pressionar Sérgio Moro de forma ilegal, e não meramente de fazer cobranças naturais como chefe de Estado, será que ele faria isso em público/grupo? Não seria mais esperado que fizesse tal coação na surdida?

02 - Moro está sem contundência


Até então, todo o material apresentado por Sérgio Moro, incluindo o que foi extraído em apenas dez páginas das mais de oito horas de depoimento, não indica que a gravação da reunião poderá apresentar informações acachapantes em favor do ex-ministro.

Pelo contrário, a indicação é de que a gravação poderá confirmar, sim, tudo o que Moro já declarou, mas que não tem sido interpretado como evidência de crime cometido por Bolsonaro.

Aliás, o próprio ex-ministro já recuou ao dizer que não acusou o presidente de ter praticado "crime", conforme noticiado pela Partido Brasil.

Se esta análise for confirmada, a divulgação da reunião entre Bolsonaro e Moro será, sem dúvida alguma, um tremendo "tiro no pé" do ex-ministro, o bastante para colocar todas às suas acusações em descrédito e fortalecer ainda mais o presidente da República.


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