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Guerra de Doria contra Bolsonaro arrisca a vida de quem precisa da cloroquina


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Guerra de Doria contra Bolsonaro arrisca a vida de quem precisa da cloroquina

O governador de São Paulo, João Doria, parece realmente estar mais preocupado em manter uma política anti-Bolsonaro, do que efetivar medidas sanitárias mais eficazes no combate ao novo coronavírus em seu estado.

Principal defensor do isolamento social, não por acaso apelidado de "Pai da Quarentena", e crítico politicamente correto da cloroquina, Doria parece fechar os olhos para o fato de que quanto mais defende suas posições, maior é o número de infectados e mortos em São Paulo.

Nesta segunda-feira (18), por exemplo, Doria afirmou que São Paulo não adotará um novo protocolo de Saúde, por ventura autorizado pelo governo federal, para ampliar o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.

O argumento insano e notadamente irresponsável do governador foi exatamente este:

“Quero dizer que não se prescreve receita por decreto. São Paulo não vai aceitar que, por decreto, se estabeleça receituário médico. Nenhuma parte do mundo se trata saúde por decreto ou medida de ordem política”, disse Doria.

Observe que o mesmo associa a prescrição da cloroquina ao decreto, fazendo parecer que a responsabilidade por receitar ou não, de fato, o medicamento, não é do médico, mas sim do "decreto". Ora, trata-se de uma tremenda desonestidade intelectual, para não dizer completa estupidez!

O que fará o decreto?


O decreto, caso publicado e estabelecido um novo protocolo, fará nada mais do que ampliar a possibilidade de uso da cloroquina, recomendando a mesma desde a fase inicial do tratamento na rede pública de saúde, o SUS. É basicamente o que o Conselho Federal de Medicina já fez (veja aqui).

Em nenhum momento foi divulgada a informação de que os médicos ou pacientes não terão o controle sobre o uso ou não da cloroquina. A decisão final será do médico junto ao seu paciente, o que João Doria ignora absurdamente.

Na sequência do seu discurso estético desta segunda (18), Doria deixa evidente uma narrativa de cunho político contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. O que deveria ser tratado no âmbito da saúde, o governador transformou em politicagem com apelo emocional.

“Espero, como governador de São Paulo, que o governo federal não faça seletividade política dos brasileiros que podem ou não podem sobreviver. Tenho a convicção de que isso não será feito. Se for feito, São Paulo vai reagir", disse ele.

Às palavras de João Doria e o histórico da sua atuação durante a pandemia deixam evidentes a guerra pessoal do governador contra o presidente Bolsonaro. À ansiedade sobre uma possível candidatura à presidência em 2022 parece minar o bom senso do Executivo paulista.

Uma vez assumida uma posição nesse campo de batalha, o tucano agora não vê como recuar, mesmo diante da derrota batendo à sua porta. Tudo em nome de um orgulho e ego politicamente feridos e moralmente desafiados pelo Planalto.

O que Doria faz, então? Insiste no erro, ignora os fatos, posa como a "voz da razão" e recusa o que realmente pode fazer a diferença nas estatísticas da pandemia em São Paulo e salvar a vida de muitos paulistas.

A conta dessa irresponsabilidade vai chegar, cedo ou tarde.

Por: Will R. Filho
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