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Mídia descontextualiza a fala de Bolsonaro em vídeo de reunião com Sérgio Moro


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Mídia descontextualiza a fala de Bolsonaro em vídeo de reunião com Sérgio Moro

O vídeo da reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, não veio a público como era esperado, ainda, mas parte do seu conteúdo já está sendo utilizado de forma distorcida para atacar o chefe do Executivo.

Empresas do grupo Globo e sites como O Antagonista repercutiram o conteúdo do vídeo baseado em "fontes" que estiveram no momento em que ele foi divulgado. A jornalista Andréia Sadi, por exemplo, escreveu no G1:

"Durante a reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro associou a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro à necessidade de proteger seus familiares, segundo fontes ouvidas pelo blog".

Na sequência ela faz um destaque, reproduzindo a mesma afirmação de O Antagonista e do MBL News, o puxadinho do primeiro:

"Ele [Bolsonaro] cita a 'segurança do Rio' para a troca, afirmando que sua família é perseguida (...) A avaliação de fontes que acompanham a investigação é que o vídeo é devastador para Bolsonaro, pois comprova a acusação de Moro de que o presidente da República tentou interferir na Polícia Federal".


Vamos aos fatos?


Primeiramente, dizer que o vídeo "prova" alguma coisa é uma tremenda desonestidade intelectual, visto que até então a íntegra do material não foi divulgada e não é possível analisá-lo por completo.

Em se tratando de declarações, o contexto da fala é imprescindível para a compreensão do assunto e é neste ponto que a mídia-militante peca drasticamente, pois faz uma interpretação distorcida sobre a possível intenção de Bolsonaro com suas declarações.

A própria Sadi informa o seguinte: "Durante o encontro, Bolsonaro diz que sua família sofre perseguição no Rio de Janeiro e que, por isso, trocaria o chefe da superintendência da PF no Rio. Ele cita o termo 'segurança no Rio'".

Com isso, a reportagem do G1 e outras mídias oposicionistas fazem parecer que Bolsonaro, ao falar de "perseguição", se refere à possíveis investigações judiciais contra os seus filhos, o que é um erro de interpretação.

Com base nas explicações anteriores já ditas pelo presidente ao falar sobre o assunto, a preocupação de Bolsonaro era/é com a segurança física dos seus familiares, e não jurídica.

Bolsonaro, que já sofreu uma tentativa de assassinato, estava naturalmente preocupado com a segurança física dos seus filhos, visto que toda a família do presidente se tornou alvo de ameaças durante e após a eleição presidencial.

Vale relembrar, por exemplo, o caso do militante Vinícius Guerrero, que gravou um vídeo dizendo que Bolsonaro e a sua família deveriam ser assassinados. Veja aqui.

O presidente achou que o trabalho desempenhado pelo então superintendente da Polícia Federal não estava sendo confiável o bastante para garantir a segurança da sua família, bem como não estava sendo produtivo como gostaria.

“Todos os ministérios são passíveis de mudança. Vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivos? Gestão e produtividade”, afirmou o presidente na época, segundo a Folha de S. Paulo.


Cobrar mudanças é ilegal?


A mera cobrança para a mudança de um cargo de poder, partindo do presidente da República, não é ilegal. A ilegalidade só pode ser constatada se ficar comprovado que o desejo pela mudança visa um benefício próprio.

O pedido por mais segurança familiar não é ilegal, porque ele está dentro do previsto em relação aos direitos de proteção garantidos ao presidente, razão pela qual existe o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, chefiado atualmente pelo General Augusto Heleno, que não por acaso estava no momento da reunião entre Bolsonaro e Moro.

Se o presidente está insatisfeito com o trabalho de um superintendente, como chefe de Estado ele tem o poder de solicitar ao seu ministro da Justiça a substituição do mesmo, desde que apresente razões mínimas, porém justificáveis para isso. No caso em questão, o motivo foi a necessidade de maior segurança para a família presidencial e também de melhor produtividade.

E o caso Flávio Bolsonaro?


Flávio Bolsonaro não é investigado pela Polícia Federal, assim como nenhum outro filho do presidente Jair Bolsonaro.

Às suspeitas de envolvimento do Flávio Bolsonaro em "rachadinhas" com o seu ex-assessor, o Fabrício Queiroz, foram levantadas pelo Ministério Público ESTADUAL do Rio de Janeiro, e não pela Polícia Federal.

A tentativa de associar a troca do superintendente da PF no Rio com o caso Queiroz é uma forma de ataque desonesto que parte dos opositores ao governo, visto que MPE e PF são competências diferentes.

Para finalizar, vale também ressaltar que a própria Polícia Federal, na ocasião da saída do então superintendente Ricardo Saadi, afirmou em nota que a sua substituição já estava sendo planejada há meses e tinha a concordância do mesmo, veja:

"A Polícia Federal informa que a troca da autoridade máxima do órgão no estado já estava sendo planejada há alguns meses e o motivo da providência é o desejo manifestado, pelo próprio policial, de vir trabalhar em Brasília, não guardando qualquer relação com o desempenho do atual ocupante do cargo", disse a PF.
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