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Moro diz que Bolsonaro faz um "governo populista com ímpetos autoritários"


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Moro diz que Bolsonaro faz um "governo populista com ímpetos autoritários"

Sérgio Moro concedeu uma entrevista para o jornal El País, onde elogiou à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse haver no Brasil um "governo populista com ímpetos autoritários", obviamente se referindo ao presidente Jair Bolsonaro.

“Temos um governo populista com ímpetos autoritários e temos uma democracia e instituições sólidas. Não acho que [a democracia] esteja ameaçada, mas esse tipo de impulso autoritário é obviamente indesejável”, disse o ex-ministro da Justiça.

Moro também defendeu à atuação do STF, dizendo que a Corte "age de forma independente". O ministro não comentou às recentes decisões da Corte que atingiram bolsonaristas, alvos de forte crítica nos últimos dias. Em vez disso, o ex-ministro também teceu elogios ao Congresso Nacional.

"Temos um Supremo que age de forma independente, um Congresso que funciona normalmente. A democracia brasileira está consolidada, essas turbulências vão passar", disse o ex-ministro.

Moro e seu discurso político


A entrevista de Sérgio Moro para o El País é mais uma ação, entre várias já tomadas pelo ex-ministro desde quanto renunciou ao cargo no Governo Federal, em 24 de abril passado, que demonstram claramente intenções de caráter político do mesmo.

Como já apontado em outras matérias aqui no Partido Brasil, a mudança radical de postura de Sérgio Moro em um curtíssimo espaço de tempo (menos de quatro meses, veja aqui) em relação ao governo indicam interesses políticos do ex-ministro, e não uma preocupação real com a sua imagem ou biografia.

O tom cada vez mais crítico em relação ao presidente Bolsonaro, chamando o seu governo de "populista" e com "ímpetos autoritários", são nada mais do que acenos feitos pelo ex-ministro para um público que ele deve considerar "moderado".

Na prática, no entanto, Moro contradiz a sua própria narrativa, pois ao fazer críticas reiteradas ao governo do qual fazia parte meses atrás, com termos tipicamente associados à oposição (incluindo à esquerda), é o próprio ex-ministro que faz uso do populismo para se valer politicamente, e não o governo.
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