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Olavo ameaça Bolsonaro: “Continue covarde e derrubo essa merda de governo”


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Olavo ameaça Bolsonaro: “Continue covarde e derrubo essa merda de governo”

O escritor Olavo de Carvalho surpreendeu muito dos seus seguidores e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, após aparecer em uma gravação fazendo ameaças ao seu governo. "Quer tomar um processo de prevaricação de minha parte?", disse ele, entre outras coisas.

No contexto da sua fala, Olavo pareceu fazer críticas à suposta falta de reação dos seus apoiadores em sua defesa, entre os quais estaria o presidente Bolsonaro.

Antes disso, porém, o escritor deu a entender que seria a pessoa mais perseguida do mundo, se comparando a outros nomes da história:

"É um fenômeno inédito na história do mundo.... vocês não sabem medir às coisas, porra?", questionou Olavo ao se referir às críticas contra ele. "Não tem ideia do tamanho da coisa? Nunca houve contra um cidadão particular um massacre jornalístico e judiciário desse tamanho, nunca aconteceu, meu Deus do céu, nem contra líderes revolucionários, nem contra narcotraficantes."

Foi nesse contexto que Olavo citou Bolsonaro como alguém que não seria o seu amigo, já que, no pensamento do escritor, o presidente deveria lhe ajudar de alguma forma.

"Milícia, gabinete do ódio existe há muito tempo e foi inventado contra mim, não contra o Bolsonaro. E esse seu Bolsonaro o que ele fez pra me defender? Bosta nenhuma. Chega lá, me dá uma decoraçãozinha.. enfia essa condecoração no seu cu... se você não é capaz de me defender contra essa gente toda, eu não quero a sua amizade. Porque eu fui seu amigo, mas você nunca foi meu amigo. Então você foi tão meu amigo quanto a 'Peppa'... você só tira proveito", disparou Olavo.

Aparentemente, Olavo está sendo processado por adversários, por isso estaria indignado pela suposta falta de ajuda do presidente, como se o chefe do Executivo tivesse a obrigação de intervir na sua situação:

"Tá brincando com isso, porra? Você veja, só essas multas que os caras tão cobrando de mim, é pra me arruinar totalmente. Como é que eu vou viver aqui nos Estados Unidos sem um tostão furado? Não dá pra fazer isso. Se eu não posso ser remunerado pelo meu trabalho, vou viver do quê?", questiona.

Olavo parece se referir a uma articulação feita por adversários que visa atacar a base de apoio do presidente da República, a fim de estancar a fonte de renda dos seus apoiadores, impossibilitando, assim, a sua militância.

Essa articulação teria diversas frentes, que vão desde projetos políticos (PL de "fake news", por exemplo), processos judiciais a movimentos de boiote contra patrocinadores de sites, páginas nas redes sociais e canais conservadores e de direita no YouTube, entre outros.

Neste sentido, Olavo parece cobrar de Bolsonaro atitudes mais enérgicas do ponto de vista administrativo, a fim de impedir essa aparente escalada de ataques organizados contra os seus apoiadores, entre eles o próprio escritor, o que é perfeitamente compreensível.

"Não quero mais saber. Você não está agindo contra os bandidos. Você presencia o crime em flagrante e não faz nada contra eles. Isso se chama prevaricação. Quer tomar um processo de prevaricação de minha parte? Se esse pessoal não consegue derrubar o seu governo, eu derrubo", ameaçou Olavo. "Continue covarde e eu derrubo essa merda de governo aconselhado por generais covardes ou vendidos.”

Ressalva quanto à declaração de Olavo


Em dado momento do vídeo, Olavo de Carvalho dá a entender que o presidente teria a obrigação de interver enquanto chefe de Estado para lhe defender, o que é um equívoco. Entre os princípios da moralidade pública estabelecidos pela Constituição Federal está a não ação por interesses pessoais do agente público.

“Art. 37 A administração publica direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficácia [...]", diz o texto.

A "impessoalidade", portanto, impede que o presidente atue diretamente em favor de qualquer pessoa visando o seu próprio benefício. No caso em questão, Olavo de Carvalho é um apoiador do governo, referência para muitos dos seus aliados, o que poderia caracterizar a violação dessa "impessoalidade" por parte de Bolsonaro, caso o mesmo resolvesse interferir.

O que pode ser feito?


Por outro lado, o presidente da República pode agir, sim, de modo abrangente, visando tomar medidas que beneficiem a população como um todo, a fim de que não apenas seus apoiadores, mas toda a população não sejam prejudicada por ações injustas, por exemplo, frutos de perseguição político-ideológica.

É o que fez o americano Donald Trump recentemente, por exemplo, ao assinar um decreto coibindo a censura nas redes sociais (veja aqui). Neste sentido, Bolsonaro poderia providenciar meios legais para que ações motivadas por perseguição ideológica, tais como boicotes publicitários e processos jurídicos injustos, sejam enquadradas criminalmente.

Às críticas de Olavo e até "ameaças" ao governo Bolsonaro, portanto, parecem agressões se vistas fora desse contexto, mas uma vez compreendido, fica claro que se trata muito mais de um desabafo e um pedido por ações mais enérgicas por parte do Executivo brasileiro no tocante à proteção dos direitos individuais dos brasileiros.

Assista:


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