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A sede política de Moro por ibope é tão evidente que chega a ser imoral


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A sede política de Moro por ibope é tão evidente que chega a ser imoral
Reprodução: Google

Muito antes que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, iniciasse uma sequência de ações que hoje deixam evidente suas intenções políticas para o futuro, o Partido Brasil já havia publicado análises que apontavam para o viés estritamente político do ex-juiz.

Hoje (24/06/2020), todas às análises sobre os desdobramentos das denúncias feitas por Moro contra Bolsonaro, em 24 de abril passado, quando anunciou a sua renúncia ao cargo de ministro, foram confirmadas e agora são reforçadas de forma ainda mais contundente.

Estardalhaço judicial


Moro saiu do governo fazendo um verdadeiro "estardalhaço" judicial, uma vez que fez declarações gravíssimas contra ninguém menos que o seu ex-chefe, o presidente Jair Bolsonaro, lhe apontando supostas tentativas de interferência na Polícia Federal.

Às declarações de Moro viraram inquérito no Supremo Tribunal Federal, mas diferentemente do que muitos maginavam, nenhum elemento apurado desde então, incluindo o depoimento de figuras-chave, como o ex-diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, favoreceram o ex-juiz. Pelo contrário!

O grande "boom" das declarações de Moro seria a gravação da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril. Segundo dava a entender o ex-ministro, o Brasil veria ali Jair Bolsonaro lhe pressionando para agir ilegalmente, se comprometendo em suas declarações diante de todos.

O resultado foi, novamente, exatamente o contrário do esperado! Figuras como a deputada e jurista Janaína Paschoal chegaram a dizer que o vídeo "reelege" Bolsonaro. O apresentador Milton Neves disse que o ministro Celso de Mello, responsável pela divulgação do material, se tornou o "principal cabo-eleitoral" do presidente.

O estardalhaço judicial feito por Sérgio Moro, portanto, se esfacelou diante dos seus olhos, e o que poderia derrubar o presidente Jair Bolsonaro, no final das contas terminou lhe fortalecendo diante dos apoiadores.

Apelo político


Sem relevância judicial contra Bolsonaro, o que restou para Sérgio Moro? Vale destacar que o inquérito que apura a suposta tentativa de interferência do presidente continua em tramitação, mas pelo andar da carruagem, novamente, apostamos em seu completo fracasso.

Com isso, o que resta ao ex-ministro é explicitar suas reais intenções para o país, que aparentemente é a presidência da República. 

Por isso Moro iniciou uma verdadeira "campanha" de entrevistas e publicações nas redes sociais e em diretórios eletrônicos, como a revista Crusoé (onde estreou como colunista) e o jornal O Globo, onde assinou um artigo.

Fatos do cotidiano não passam despercebidos aos olhos do agora "político" Moro, que hoje parece fazer questão de comentar os mais diversos assuntos, sempre em tom politiqueiro e crítico ao governo Bolsonaro.

O sujeito que, durante o governo, fazia questão de se distanciar da imagem política, chegando a frisar em outras ocasiões que só aceitou o cargo de ministro por razões técnicas, agora se comporta, pensa e fala abertamente de modo nitidamente pré-eleitoral.

A mudança radical de postura de Sérgio Moro indica o seu desejo crescente por ibope. O ex-ministro quer se manter em evidência, talvez até 2022, quando poderá decidir o que disputar politicamente.

Ocorre que até o próximo pleito - supostamente presidencial - o ex-juiz da Lava Jato, antes considerado um ícone pela maioria, já poderá estar tão desgastado moralmente que não terá mais a força necessária para vencer uma disputa contra o presidente Jair Bolsonaro.

Os eleitores agora sabem que apesar dos serviços prestados ao país na época da Lava Jato, o atual Sérgio Moro se mostra moralmente questionável, visto que possivelmente por razões de ambição chegou a "trair" o próprio governo que o acolheu. O resultado disso sem dúvida virá nas urnas.
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