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Estratégia? Saída de Dallagnol da Lava Jato pode ter sido para proteger a Operação


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Deltan Dallagnol lamenta decisão do STF de abrir dados da Lava-Jato à PGR

A saída do procurador da República. Deltan Dallagnol. da coordenação da Operação Lava Jato. pode estar sendo vista por alguns como motivo de comemoração, mas ela também pode ser uma estratégia para garantir a continuidade da Força-Tarefa.


Isso, porque, Dallagnol tem dois processos disciplinares abertos contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os quais apesar de terem sido suspensos, serviram para pressionar os membros da força-tarefa.


Além disso, na segunda-feira (31), em uma iniciativa no mínimo estranha, à Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há o risco de prescrição de um processo disciplinar aberto no CNMP contra Deltan Dallagnol, o qual ainda tramita na Corte.


Em tese, se Dallagnol fosse punido durante exercício na coordenação da Lava Jato, o impacto negativo sobre a Operação poderia prejudicar o curso das investigações que ainda estão em andamento. A sua saída, portanto, pode ser uma tentativa de blindar a força-tarefa no futuro, acalmando os ânimos dos seus adversários.


Um dos indícios que corroborariam essa tese é o fato de que o motivo alegado por Dallagnol para justificar a sua saída foi o fato da sua filha, de 1 ano e 10 meses, apresentar sinais de regressão no desenvolvimento e que, por isso, precisaria dedicar mais tempo a ela, segundo o G1.


Não se trata de desmerecer o motivo. Na verdade, Dallagnol nem precisaria justificar a sua saída, caso assim desejasse, dado a grande contribuição que o mesmo já deu ao Brasil durante os anos da Operação.


Se trata apenas de observar que o motivo alegado soa muito mais como algo subjetivo, parecendo mesmo uma tentativa de justificar uma decisão que estaria sendo tomada, também, por outros motivos. Entretanto, esta é só uma hipótese.

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