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Candidato propõe "multar os maconheiros" contra o uso da droga em locais públicos


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Candidato propõe "multar os maconheiros" contra o uso da droga em locais públicos

Conhecido nas redes sociais como o "Reacionário de Topete", o bolsonarista Ricardo Santi entrou na disputa eleitoral em São Paulo como candidato a vereador. Entre as suas propostas, uma certamente é de chamar atenção: a multa para "os maconheiros".


"Veja bem, se o poder público pode punir um cidadão de bem, um trabalhador, pelo simples fato de ele estar andando na rua sem máscara, por que não punir um maconheiro que está fumando a sua maconha na porta da casa de um cidadão de bem?", questiona Santi.


"Nós últimos anos, usuários de drogas têm tornado nossas ruas, praças e parques infrequentáveis para pessoas de família, e é por isso que eu, como candidato a vereador, tenho como uma das minhas propostas apresentar um projeto de lei para impor multas pesadas em quem for pego usando drogas em vias públicas", diz o candidato.


Perseguição?


A proposta do Reacionário de Topete, contudo, parece enfrentar algumas resistências já durante o processo eleitoral, visto que o mesmo alega estar sofrendo perseguição política por ser um candidato conservador e bolsonarista.


Em uma publicação feita na sua página no Facebook, Ricardo Santi explica que um processo que foi movido contra ele em 2018 por suposta propaganda ilegal em favor do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, e que estava parado desde então, só agora está sendo movimentado.


Abaixo, segue o relato completo de Santi e na sequência o vídeo da sua proposta contra o uso de drogas em vias públicas:


"O sistema faz de tudo para impedir a eleição de conservadores em cargos legislativos.


Como se não bastasse ter sido bloqueado injustamente e perdido todo alcance da minha página, também fui citado em um processo no TSE, movido pelo Rede Sustentabilidade e pelo PV em 2018.


O processo é referente a anúncios pagos que fiz com dinheiro do meu próprio bolso, em publicações a favor do Bolsonaro em 2018, na minha página chamada Operação Bolsonaro. 


O processo estava parado desde o primeiro semestre de 2019 e foi movimentar logo agora que minha candidatura foi lançada.


Por que o processo não andou antes? E por que justo agora?


Não acredito em coincidência! Tem dedo da esquerda nisso.


Com isso, vou ter que gastar com minha defesa um dinheiro que eu não tenho, e ficarei com recursos ainda mais escassos para investir em minha campanha. 


Não fiz nada desonesto.


Apenas usei dinheiro do meu próprio bolso para promover um candidato a presidente honesto que enfrentava adversários que tinham campanhas milionárias com fontes duvidosas.


Em razão disso, tomei dois processos. No primeiro, fui condenado no ano passado a pagar uma multa de 5000 reais. E no outro, fui citado agora.


Na ação, os advogados tiveram a cara de pau de dizer que eu estava ocultando minha identidade. Mas o fato de que eu sou o dono da página já era público e notório, inclusive demonstrado em matérias jornalísticas daquele período.


Não vou desistir de lutar por um país conservador. Sigo me arrastando, mas não vou recuar."


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