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PSOL entra com ação para proibir prefeito de oferecer tratamento com o "Kit Covid"

PSOL entra com ação para proibir prefeito de oferecer tratamento com o "Kit Covid"


O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou com uma ação contra o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), para proibi-lo de comprar um conjunto de medicamentos que ficou conhecido como "Kit Covid", composto de ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina.


O recurso foi protocolado na última terça-feira, sendo assinado pelos vereadores Pedro Ruas, Matheus Gomes, Karen Santos e Roberto Robaina, além do ex-vereador Alex Fraga, a deputada estadual Luciana Genro [foto], e a deputada federal Fernanda Melchionna, todos do PSol, segundo o Correio do Povo.


Apesar dos medicamentos citados estarem sendo defendidos por inúmeros médicos especialistas dentro e fora do Brasil, e já existirem estudos apontando a eficácia dos mesmos no combate ao Covid-19 [veja aqui], o vereador Roberto Robaina alegou que não há fundamento científico na utilização dos mesmos.


"O governo não pode usar recursos públicos sem nenhum embasamento. Qual embasamento nesse caso?", questionou ele. A reação do PSOL chamou atenção, inclusive, pelo fato de que a decisão sobre o tratamento do coronavírus é responsabilidade dos profissionais envolvidos na saúde, sendo o uso do "Kit Covid" uma decisão de competência médica, e não política.


Neste sentido, o secretário de saúde de Porto Alegre, Mauro Sparta, explicou que a compra dos medicamentos pela Prefeitura visa justamente oferecer opções aos médicos, ficando a cargo deles a responsabilidade de receitá-los ou não.


"Se o médico atender e julgar necessário, ele vai usar. O município não vai forçar esse tratamento, mas ele estará disponível", disse o secretário, que também reafirmou o uso destes medicamentos para o tratamento de outras enfermidades, como lúpus e doenças respiratórias.

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